sexta-feira, 25 de abril de 2014

25 de abril - 40 anos


Para assinalar os 40 anos do 25 de abril, nada melhor que um poema do prof. Alfredo! O nosso muito obrigado


A ALVA DA LIBERDADE

Meia vida serva da escuridão!
Seus olhos enxergavam perto;
As grilhetas asfixiantes da opressão
Não permitiam chegar mais além;
O mundo, ali, não estava aberto.
Seus ouvidos sussurros temidos
Ouviam, gritos desesperados de alguém,
Boca cerrada calava a razão,
Revoltos no peito sentia oprimidos.
Ai dos ousados exporem a opinião!
O degredo era seu destino certo;
Torturados, humilhados, sentidos
Farrapos humanos na sua condição.
Na alva dum dia de abril, a libertação,
Sob a forma de uma garbosa farda,
Cravo na ponta da fria espingarda,
Partiu, do país, as amarras da prisão;
O grito antigo, suportado no peito,
Saiu, voou, ecoou, espalhou-se à vontade!
O povo, exultado, aclamou pelo seu direito!
O povo sofreado bradou LIBERDADE!!

quinta-feira, 24 de abril de 2014

A comemorar o 25 de abril


A biblioteca disponibilizou para comemorar o 25 de abril, o livro "A fábula dos feijões cinzentos", da autoria de José Vaz, com ilustrações de Elsa Navarro e publicada pela editora Campo das Letras. Contada de forma divertida fez o seu sucesso e permitiu que os alunos refletissem um pouco sobre formas de estar e viver em sociedade.

Ecos da Semana da Leitura


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Semana da Leitura - A História da Carochinha pelo 3º A

Os alunos do 3º A estão a apresentar aos seus colegas a história da Carochinha! Depois de terem trabalhado a história, construiram os fantoches e ensaiaram muito bem! Parabéns aos alunos e à professora Lúcia!











2 de Abril - Dia internacional do livro Infantil

Hoje, quando chegaram à sala, todos os alunos encontrarm, uma carta que lhes era dirigida  que falava de escritores, leitores e imaginação! Foi a nossa forma de comemorarmos o Dia Internacional do Livro Infantil!


CARTA ÀS CRIANÇAS DE TODO O MUNDO
Os leitores perguntam muitas vezes aos escritores como é que escrevem as suas histórias – de onde vêm as ideias? Da minha imaginação, responde o escritor. Ah, sim, dizem os leitores. Mas onde fica a imaginação, de que é que ela é feita, e será que todos temos uma?
Bem, diz o escritor, fica na minha cabeça, claro, e é feita de imagens e palavras e memórias e vestígios de outras histórias e palavras e fragmentos de coisas e melodias e pensamentos e rostos e monstros e formas e palavras e movimentos e palavras e ondas e arabescos e paisagens e palavras e perfumes e sentimentos e cores e ritmos e pequenos cliques e flashes e sabores e explosões de energia e enigmas e brisas e palavras. E fica tudo a girar lá dentro e a cantar e a parecer um caleidoscópio e a flutuar e a pousar e a pensar e a arranhar a cabeça.
Claro que todos temos uma imaginação: se assim não fosse, não seríamos capazes de sonhar. Contudo, nem todas as imaginações são feitas das mesmas coisas. A imaginação dos cozinheiros tem sobretudo paladares, e a dos artistas mais cores e formas. Mas a imaginação dos escritores está cheia de palavras.
 E nos leitores e ouvintes das histórias, as imaginações fazem-se com palavras também. A imaginação do escritor trabalha e gira e molda ideias e sons e vozes e personagens e acontecimentos numa história, e a história é apenas feita de palavras, batalhões de rabiscos que marcham ao longo das páginas. E depois chega o leitor e os rabiscos ganham vida. Ficam na página, parecem ainda rabiscos, mas também brincam na imaginação do leitor, e o leitor começa igualmente a desenhar e a rodar as palavras de modo a que a história se crie agora na sua cabeça, tal como tinha acontecido na cabeça do escritor.
 É por isso que o leitor é tão importante para a história como o escritor. Há  apenas um escritor para cada história, mas há centenas ou milhares ou mesmo milhões de leitores, na própria língua do escritor ou traduzida para muitas línguas. Sem o escritor, a história nunca teria nascido; mas sem os milhares de leitores em todo o mundo, a história não viveria todas as vidas que pode viver.
Cada leitor de uma história tem alguma coisa em comum com os outros leitores da mesma história. Separadamente, mas também em conjunto, eles recriam a história do escritor com a sua própria imaginação: um ato ao mesmo tempo privado e público, individual e coletivo, íntimo e internacional. Isto deve ser o aquilo que o ser humano faz melhor.
Continua a ler!
Siobhán Parkinson
Autora, editora, tradutora e distinguida com o Laureate na nÓg (Children’s Laureate of Ireland).
 Tradução: Maria Carlos Loureiro

terça-feira, 1 de abril de 2014

BONS LIVROS PROVOCAM OS MELHORES SORRISOS - PROJETO SOBE

ùltimas sessões do Projeto SOBE! Um agradecimento muito especial a todos quantos colaboraram nesta fase! O empenho e a colaboração foram uma constante! Os nossos sorrisos estão, de certeza mais saudáveis!